Criopreservação de Embriões

Para a criopreservação dos embriões, o ovário é estimulado com hormônios, os óvulos retirados e posteriormente fertilizados em laboratório. Formam-se os pré-embriões que serão vitrificados em nitrogênio líquido a -196 oC permanecendo assim por tempo indeterminado. É considerada uma boa técnica por ser eficaz e proporcionar taxas de gravidez ao redor de 60%, mas é restrita a pacientes que não necessitam de um tratamento oncológico imediato e a casos de tumores que não são afetados por hormônios. Além disso, a mulher já deve estar com o parceiro com o qual pretende formar uma família. Outra preocupação é o fato dos embriões serem legalmente e eticamente considerados seres vivos e, por isso, só poderão ser descartados após cinco anos, com o consentimento do casal (Resolução CFM 2013/2013). Caso haja desinteresse por um dos membros do casal em manter os embriões congelados ou o desejo de utilizá-los para futura gestação, eles não poderão ser exigidos pelo outro, o que pode levar, muitas vezes, a conflitos judiciais. A criopreservação de oócitos e tecido ovariano não tem este compromisso. Este processo leva de 2 a 6 semanas para ser concluído. Apresenta bons resultados, mas deve-se discutir com a paciente ou casal as implicações legais e éticas envolvidas neste método.