Transposição de ovários (ovario stasis)

Nas situações em que for necessária a radioterapia na região pélvica, os ovários poderão ser atingidos diretamente e ter a sua reserva ovariana prejudicada. Para evitar esta proximidade dos ovários com as “sondas” dos aparelhos, poderá ser realizada uma cirurgia minimamente invasiva (videolaparoscopia) que colocará os ovários por trás do útero durante o período do tratamento, ou ainda em outra localização distante do local que será atingido pela radiação. O procedimento consiste em liberar os ovários dos seus ligamentos pélvicos e posicioná-los o mais alto e lateralmente na goteira parietocólica para que estejam protegidos. No futuro, através da mesma técnica cirúrgica, os ovários poderão voltar para o local original, e a gravidez espontânea será possível – caso contrário, a gestação deverá ocorrer pelas técnicas de FIV. Esta técnica não protege contra os danos quimioterápicos.

Figura 12

Transposição dos ovários por via laparoscópica: O ligamentos útero-ováricos e o meso-ovário são seccionados e os ovários são suspensos e fixados na goteira parieto-cólica. Se mesmo assim os ovários estivem com pouca mobilidade, seccionar o peritônio abaixo dos ovários